terça-feira, 16 de junho de 2009

ANG Brasil Gestão 2008 2010 Fala Presidente Empossada

Florianópolis, 15 de julho de 2008.

Posse da Associação Nacional de Gerontologia do Brasil – ANG / Brasil. Gestão 2008/2010.

Aproveitamos o ensejo, enquanto se realizam os trabalhos da RENADI (Conferência Estadual de Avaliação da Construção da Rede Nacional de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa de Santa Catarina), após ouvir as realizações da ANG/Brasil no período de 2006/2008, apresentadas por sua então presidente Sra.Marília Celina Felício Fragoso, para dar prosseguimento à solenidade de posse da nova Diretoria desta Entidade.

Primeiramente queremos cumprimentar as autoridades presentes, os profissionais que como nós atuam na concretização da política nacional do idoso, a atual diretoria empossada que se encontra aqui presente e aqueles que também foram eleitos, mas que por motivo de força maior não puderam comparecer a esta solenidade como as Sras. Rosilene de Fátima Pollis, vice-presidente da ANG /Brasil residente no Paraná, Maria José Ponciano Sena Silvestre, Diretora de Intercâmbio Nacional e Internacional, residente no Rio de Janeiro e o Sr. José Benedito dos Santos, membro suplente do Conselho ANG Brasil, residente em Alagoas.

Lembramos ainda que a ANG/Brasil, fundada em 18.10.1985 nesta cidade de Florianópolis, é uma entidade de natureza técnico-científica que atua na pesquisa para garantir a defesa dos direitos da pessoa idosa. Seus idealizadores são os sempre lembrados Neusa Mendes Guedes, Maria José Lima de Carvalho Rocha Barroso, Marcelo Antonio Salgado, Edith Magalhães Motta e Rita Sulinete Suliano da Costa Lima, profissionais de Serviço Social, técnicos em Gerontologia Social e representantes de Entidades Sociais respectivamente. Nasceu a Associação Brasileira de Gerontologia, atualmente denominada Associação Nacional de Gerontologia do Brasil - ANG Brasil - que começou a se fazer presente através de um movimento organizado, o qual para atingir seus objetivos, fez uso de discussões, debates, palestras e propostas.

Eles perceberam já naquela época que havia uma parcela da população brasileira que sutilmente estava se marginalizando. Falamos das pessoas da faixa etária acima de 60 anos. Para superar essa marginalização, esses profissionais sentiram a necessidade de se criar, em âmbito nacional, uma legislação para garantir os direitos dessa faixa etária, a qual passou a ser denominada “política do idoso”.

Em 18 outubro de 1985, na primeira reunião da Diretoria foi elaborado um documento a ser encaminhado ao então Presidente da República José Sarney, com a proposta de criação de um Conselho Nacional de Integração Social do Idoso.

Em decorrência dos movimentos sociais, dos trabalhos da própria ANG, constatou-se que na Constituição de 1988, nos artigos 229 e 230, já estava garantida a atenção à velhice.

Finalmente a Lei nº 8.842 de 4 de janeiro de 1994 consolidou a Política Nacional do Idoso no Brasil, cujo conteúdo entendemos ter suas bases no Documento da ANG “Políticas para a Terceira Idade nos Anos 90”.

O passo posterior foi a aprovação, após a tramitação de 7 anos no Congresso Nacional, do Estatuto de Idoso em 1º de outubro de 2003.

Chamamos a atenção de todos para as transformações que vêm ocorrendo na sociedade brasileira atual, tanto na conjuntura política e econômica, envolvendo principalmente os aspectos sócio-culturais e as relações de trabalho, decorrente dos erros da sociedade capitalista, aliada aos princípios do individualismo neo-liberal. Isto afeta profundamente a vida de toda a população, independente de sua idade, não importa seja ela infanto-juvenil, adulta ou da população específica do nosso tema – a dos idosos. Estas transformações nem sempre se desenvolvem de forma positiva, ao contrário, elas podem acarretar consigo problemas que afetam os grupos mais vulneráveis da população, dificultando-lhes o acesso aos bens e serviços assegurados pela Constituição de 1988 como o direito à saúde, à educação, ao trabalho, direitos estes que os conduzam a uma vida digna como cidadãos. É aqui que entra a ANG /Brasil, propondo ações para que os direitos da pessoa idosa sejam respeitados.
E então, perguntarão muitos dos que agora nos ouvem, o que faz, como age a ANG/Brasil?
Ao campo de ação da ANG compete:
- defender e garantir os direitos da população idosa brasileira;
- assegurar a efetiva concretização da Política Nacional do Idoso, do Estatuto do Idoso e demais políticas complementares;
- estimular e possibilitar o intercâmbio entre instituições, especialistas e estudiosos voltados ao estudo e à pesquisa, visando a promoção do bem-estar da população idosa.

Entendemos que esta gestão deverá ser marcada pela participação ativa e conjunta de todos os seus membros. Vamos procurar fortalecer as ANG’s Estaduais no seu papel de defender e garantir os direitos da pessoa idosa. Dentro desta perspectiva temos em vista a realização de um congresso internacional que mobilize estudiosos e interessados, para que tragam seus conhecimentos e pesquisas a serem debatidos por todos aqueles que atuam no campo da Gerontologia. Teríamos em mãos, desta forma, os novos conhecimentos que, aplicados, poderão contribuir para a melhoria da qualidade de vida do idoso.

Se a questão da política do idoso ainda continua na pauta do dia, agradeçamos isto ao trabalho incansável de ícones que perseveram em manter uma postura não só idealista, mas que teimam em transformar este ideal numa política que determine a afirmação da causa da pessoa idosa.

Ao assumirmos o cargo de presidente nacional da ANG Brasil nos deparamos com um grande desafio, o de estar atenta aos anseios dos associados das ANG’s estaduais, saber ouvi-los e considerar suas sugestões. Devemos estar atentos às diversidades de cada região brasileira. Isto exigirá de nós a prática do bom senso, o equilíbrio nas deliberações que deverão sempre ser orientadas pelos princípios democráticos. Para isso procuraremos obter a colaboração além dos associados, de organizações da sociedade civil organizada, instituições como Ministérios, Secretárias de Estado, Universidades, Centros de Pesquisa e o apoio engajado de profissionais e da população de modo geral.

Finalizando, gostaríamos de expressar o nosso reconhecimento e respeito à pessoa da Sra. Marília Celina Felício Fragoso, que ora deixa o cargo de Presidente da ANG Brasil, pela militância, pela visão política, pela organização administrativa e, sobretudo, por ter conseguido a legalização de ANG’s estaduais.

Como presidente eleita da ANG Brasil colocamos a gestão de 2008/2010 à disposição de todos aqueles que quiserem colaborar em tudo o que for necessário para atingir a concretização dos direitos da pessoa idosa no nosso país.

Muito obrigada a todos.

Vera Nicia Fortkamp de Araújo
Presidente ANG Brasil
Gestão 2008/2010

Um comentário:

Elisangela disse...

Concordo plenamente com ANG/BRASIl dou meus parabéns a Vera presidente e fico feliz que tenhamos consciência que o nosso querido idoso será respeitado um dia por todos não só por nós que respeitamos hoje. Um abraço forte Elisangela Recchi Auxiliar e futura tecnica de Enfermagem.